Professora, poetisa e estudante de Letras Português pela Universidade de Brasília.
FLOR
Sou Ana,
Luzia,
Marina,
Antônia.
Maria
Morri...
Morri ama de leite
Morri na colheita
Morri na favela.
Morri na ignorância
Morri porque acharam que eu merecia
ser espancada até a morte.
Morri
Morri por preta.
Morri por mulher.
Morri por intolerância.
Morri
JOVEM NEGRO MORRE ENGASGADO COM SANGUE
Jovem negro morre engasgado com sangue.
No jornal:
Jovem leva um tiro na boca no fim da tarde de ontem.
O amigo:
Mas ele estava correndo para pegar pipa que cortava o céu.
A Polícia:
Calamos...
LIBERDADE
Estralam-me os chicotes
Quando me falta o respeito
Estralam-me os chicotes
Quando não tenho direitos
Estralam-me os chicotes
Quando sou suspeito
Estralam-me os chicotes
Quando tenho que alisar.
Estralam-me os chicotes
Quando eu não posso estudar.
Estralam-me os chicotes
Quando me prendem no tronco do determinismo
E me deixam sangrar.
RAÍZES
Hoje
20 de novembro de 2010
Soltei.
Enrolei.
Encrespei.
Fui eu.
Armei.
Cacheei.
Libertei o pixaim
Da senzala que alisei.
LIBERDADE
Estralam-me os chicotes
Quando me falta o respeito
Estralam-me os chicotes
Quando não tenho direitos
Estralam-me os chicotes
Quando sou suspeito
Estralam-me os chicotes
Quando tenho que alisar.
Estralam-me os chicotes
Quando eu não posso estudar.
Estralam-me os chicotes
Quando me prendem no tronco do determinismo
E me deixam sangrar.
RAÍZES
Hoje
20 de novembro de 2010
Soltei.
Enrolei.
Encrespei.
Fui eu.
Armei.
Cacheei.
Libertei o pixaim
Da senzala que alisei.

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